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Brasil ganha novo mercado de Exportação de Gado Vivo

Os Emirados Árabes Unidos aprovaram certificação para a importação de búfalos e bovinos em pé oriundos do Brasil, informa a ANBA; Confira abaixo! Os Emirados Árabes Unidos aprovaram certificação sanitária para importar gado vivo do Brasil. Segundo comunicado da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Brasília, foi autorizado o Formulário de Certificação Sanitária para a exportação de vacas e búfalos vivos do Brasil para os Emirados Árabes. De acordo com o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour, com o certificado o Brasil poderá exportar grandes quantidades de animais, búfalos ou bovinos, tanto para criação, como para abate e produção de leite ao país árabe.


O Brasil já chegou a exportar gado vivo para os Emirados Árabes Unidos, mas em pequenas quantidades e voltados para reprodução e experimentação genética.


Conheça o que é necessário para exportar gado vivo Além de ter maior rebanho mundial, para comercialização, a exportação também é a maior do mundo, sendo um dos mercados mais procurados, principalmente pelos países árabes. A Turquia é uma grande compradora e na semana passada foi envolvida em uma polêmica no Brasil, quando uma liminar judicial quase impossibilitou a exportação de animais com saída pelo Porto de Santos, alegando maus tratos. O impedimento às exportações não durou muito tempo e a venda para o mercado internacional foi autorizada. O porto escolhido foi o de São Sebastião. Localizado no litoral Norte de São Paulo, uma região que abrange importantes polos industriais do Sudeste, ele é considerado referência (no total das cargas exportadas, incluindo todo tipo de materiais, como barrilha, sulfato de sódio, malte, cevada, veículos, entre outros, de 2011 a 2015, o Porto de São Sebastião movimentou R$ 3,6 milhões de cargas), além de ser um dos mais utilizados para a saída de carga viva no estado. De 2016 a 2017, mais de 50 mil cabeças de gado foram exportadas por lá e esse número deve aumentar em 2018. De acordo com o diretor de gestão portuária do Porto de São Sebastião, Mateus Damazio, até o final deste ano 70 mil animais devem deixar o país pelo local. “Nos últimos dois anos, o maior volume de exportação tem envolvido diferentes raças e tipos de gado, incluindo os de produção”, afirmou Mateus. Para que o gado chegue ao porto o trajeto é longo, mas não apenas por conta da estrada, e sim por causa das diversas fases e burocracias. As regras começam logo na sequência da compra dos animais, que precisam estar com a Guia de Trânsito Animal (GTA) em dia para transitar pelas rodovias do país. “Normalmente [o gado] é trazido do Brasil todo, abrangendo os estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, entre outros”, informou o exportador Rafael Xavier, que estava exportando carga viva para a Turquia pela segunda vez na última sexta-feira (12). Assim que chegam nas chamadas EPEs (Estabelecimento de Pré-Embarque), os animais precisam passar por uma quarentena no local. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é o responsável pela vistoria documental e pela emissão do termo de abertura da quarentena, que deve ser lavrado através da supervisão de um médico veterinário. A quarentena do gado dura, por lei, 21 dias. Também nas EPEs, o gado é submetido a exames de acordo com as exigências do país comprador, “cada um seguindo seu protocolo sanitário, como é o caso das vacinas, por exemplo”, informou o vice-presidente da Associação Brasileira de Exportadores da Animais Vivos (Abreav), Valdner Bertotti. Especificamente nesta embarcação para a Turquia são exigidos os seguintes exames: IBR/IPV (evita doenças responsáveis por abortos, entre outras enfermidades), BVDV (diarréia viral bovina), tuberculose e leucose (doença infecto-contagiosa fatal). Em cada operação, são gastos nos exames sanitários uma média de R$ 250 mil. A EPE deve ficar próxima ao porto escolhido para a embarcação. No estado de São Paulo existem em média 10 unidades. “Quando os animais chegam, eles tomam água, banho, posteriormente são pesados e vão para uma área de descanso, e, dependendo da distância, recebem um soro”, informou o proprietário da EPE 006, Diogo Castilho. Novo no mercado, a primeira exportação de gado vivo que ele participou foi no dia 05 de fevereiro deste ano.


Para encerrar a quarentena o MAPA faz uma nova vistoria, passando a verificar as condições para o próximo embarque, que seria o transporte rodoviário. “Caso exista qualquer desvio, como, por exemplo, o caminhão não ter sido bem lavado, o ministério vai rejeitar e terá que ser lavado novamente”, informou Diogo. O material utilizado na limpeza, inclusive o desinfetante, deve ser aprovado pelo próprio ministério.


Fonte: https://www.comprerural.com/brasil-ganha-novo-mercado-de-exportacao-de-gado-vivo/



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